Está consciente do potencial económico da eficiência energética?

Em Portugal, parte significativa das grandes empresas já absorveu as questões da eficiência energética e atualmente colhe um retorno assinalável do investimento feito. O desafio está agora nas PME que não podem perder este comboio.
ambiente e energia

Para as empresas, atualmente, o dossier da energia tornou-se absolutamente incontornável. Não só está na ordem do dia, como não se prevê num futuro próximo que possa voltar para uma qualquer prateleira e seja dado como “caso arrumado”. Pelo contrário, vivem-se dias críticos, de uma premente necessidade de mudança de comportamentos, a bem, não só do planeta (parecendo até que esta verdade se tornou num cliché) mas também do futuro sustentável e competitivo de uma qualquer empresa. Em qualquer parte do mundo.

O potencial económico da eficiência energética, em particular, tem vindo a ser estudado e aprofundado pelo BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, permitindo-nos conhecer um conjunto de casos de sucesso  que podem servir de inspiração ao restante tecido empresarial em Portugal.

Através da “AÇÃO 7 – Demonstrar o valor gerado por projetos de eficiência energética”, esta entidade pretende envolver os profissionais financeiros em torno da eficiência energética, demonstrando-lhes até que ponto a eficiência é crítica para a sustentabilidade dos negócios e para a competitividade das empresas.

Do contacto que o BCSD tem com os seus mais de 90 membros, afirma que as empresas encaram as alterações climáticas e a necessária transição para uma economia de baixo carbono como algo incontornável e que precisa de ação imediata. Na maioria dos casos, garante, o ponto de partida comum desta ação é a eficiência. Ao implementarem melhorias de eficiência, onde as estratégias de gestão de energia sobressaem, as empresas tornam-se mais flexíveis e mais resilientes. Integrar as alterações climáticas no modelo de negócios é uma espécie de proteção contra a volatilidade.

As “lições” que hoje são trasmitidas pelo BCSD assentam em 17 casos de estudo de empresas que têm um volume de negócios agregado superior a 19 mil milhões de euros, que empregam mais de 137 mil colaboradores, com projetos de eficiência energética que representam um investimento global próximo dos 15 milhões de euros, e permitem uma poupança anual agregada de cerca de 13 milhões de euros. Feitas as contas a cinco anos, a poupança agregada situa-se em 64 milhões de euros e, a 10 anos, em 132 milhões de euros. E estes são números que traduzem um claro retorno destas iniciativas.

Atento a este evolução, o BCSD reforça que cabe às grandes empresas olharem para a sua cadeia de valor, proporcionando apoio aos seus fornecedores. Pois só com projetos conjuntos poderá reduzir-se as emissões de CO2 e, consequentemente, fortalecer a economia, a competitividade e, mais importante ainda, gerar emprego. Mas não deixa de evidenciar que agora o grande desafio reside em conseguir que as pequenas e médias empresas (PME) se sintam também encorajadas a avançar com projetos de eficiência energética.

 

Posted on 12-04-2016 in OJE

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