Mais eficiência energética, reduzir custos da energia e burocracias para as empresas e voltar a apostar nas energias renováveis são os três eixos da política energética do Governo de António Costa. As palavras de Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, ontem, na abertura do Green Business Week, reforçaram a orientação para um sector que, segundo o governante, “tem futuro em Portugal, mas também um presente já muito interessante”.
A eficiência energética vai ser uma “aposta muito forte e integrada”, quer do ministério da Economia, quer também do Ambiente, e que trará diversos ganhos ao país, defende Caldeira Cabral. “De facto, a eficiência energética gera vários ganhos num único projecto: ganho ao criar investimento que cria emprego, ganho ambiental e também ganho de redução de custos para as empresas, tornando-as mais competitivas e permitindo, assim, concorrerem nos mercados internacionais de uma forma mais inteligente”, explicou.
Na estratégia, a melhoria da eficiência energética nos edifícios será um dos caminhos a seguir, a par da redução da utilização de energia no sector público. “São este género de poupanças estruturais para o qual temos de olhar e não para as poupanças que cortam qualidade aos serviços que prestamos. Dão mais trabalho, demoram mais tempo a fazer, mas são as oportunidades que temos para continuar a melhorar os serviços públicos, reduzindo o custo de os fornecer, e, já agora, conseguindo também essas melhorias de eficiência energética, tendo ganhos ambientais interessantes para o país”, afirmou o ministro.
No que toca às renováveis, o Executivo retoma as políticas dos governos socialistas anteriores e reforça a intenção de afirmar o papel do país enquanto líder no sector e também enquanto exportador de energia “para a Europa e também para outros continentes”. Segundo o responsável, “hoje, há muito mais espaço para as energias renováveis dentro de mercado, dentro de custos que são eficientes e que são concorrenciais com outras fontes de energia, quer no fornecimento disperso, quer no fornecimento menos disperso”.
O ministro diz-se consciente de que este crescimento das renováveis poderá implicar “que se tenha em atenção o tipo de contratos que se fazem e a renovação dos que vêm de trás e na forma como o fim de alguns contratos ligados a energias não renováveis poderá dar mais espaço a que cresçam mais ou que surjam novas áreas com potencial para as energias renováveis”.
Manuel Caldeira Cabral falava na sessão de abertura do Green Business Week, evento que decorre até amanhã no Centro de Congressos de Lisboa e que tem como temas a Energia, Água e Smart Cities.
Posted on 02-03-2016 in Edifícios e energia